O que faz o mediador familiar?

Você conhece a profissão dos mediadores? Eles são especializados em auxiliar em conflitos que podem surgir judicialmente ou de forma extrajudicial e agem de maneira neutra para chegar a um comum acordo. Uma das modalidades mais ativas dessa profissão corresponde ao mediador familiar, profissional que auxilia em conflitos de família.

Esses conflitos geralmente envolvem a Justiça Cível em relação às Varas de Família, onde são discutidas questões relevantes à guarda dos filhos, pagamento de pensão, divórcio, alienação parental e tantos outros pontos relevantes.

mediador familiar

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O trabalho deles é relacionado, portanto, à resolução de conflitos e à possibilidade de desenvolvimento de um relacionamento saudável entre as partes. É por isso, portanto, que ele é tão relevante na área referente à família. Abaixo, conheça melhor o papel do mediador familiar e como é a sua atuação.

Mediação: O que é?

A mediação corresponde à intervenção de um terceiro em um conflito pré-existente. Ou seja, é a utilização de uma pessoa que deve agir de maneira neutra para o encontro de uma solução que agrade a indivíduos ou grupos diversos.

Embora ela seja aplicada nos conflitos familiares, especialmente naqueles que já tramitam perante as Varas de Família, essa técnica também pode ser muito lucrativa em outros terrenos.

Negociação de dívidas, conflitos de interesses em negócios empresariais e outros tipos de embates, portanto, também dão espaço à atuação do mediador. Geralmente as partes aceitam a indicação de um profissional ou elas mesmas indicam terceiros para atuar de forma a ajudar na resolução.

Em relação ao mediador familiar, ele é amplamente utilizado nas questões que envolvem a guarda de filhos, conflitos decorrentes de divórcio e separação e mesmo de acusações que são tão comuns após o final de um relacionamento, especialmente quando envolve filhos!

Assim, é importante ressaltar que o mediador não é um juiz. Tampouco é um advogado, policial ou médico que irá atuar no caso. Ele, em verdade, possui o poder da negociação e persuasão. Dessa maneira, estuda o caso, os argumentos das partes e procura chegar a uma solução que acrescente positivamente a ambos os envolvidos.

Como atua o mediador familiar?

O que não cabe ao mediador? Primeiramente é preciso saber quais são as atividades que não são de sua alçada. Dessa maneira, fica mais fácil visualizar onde ele pode atuar, então.

Ao mediador não cabe, por exemplo, defender ou punir quaisquer das partes. Ao mesmo tempo, também não é um conselheiro, de forma que não se envolve emocionalmente nos casos, mas os analisa criticamente buscando a solução mais adequada.

A adequação da solução, aliás, é relacionada à possibilidade de que ambas as partes saiam satisfeitas da resolução do conflito. Isso não significa que todas as exigências de ambas serão acolhidas, mas que nenhuma delas será prejudicada ou beneficiada de forma desproporcional.

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Nesse ponto cabe outra ressalva importante. O mediador familiar não é responsável por determinar definitivamente o que será feito. Ele, em verdade, apresenta indicações e conselhos e cabe aos envolvidos no conflito decidir se aquelas lhe parecem boas soluções.

Ou seja, o mediador não pode forçar uma ação, desistência ou alteração de postura. O que ele pode fazer é indicar o melhor caminho para quem está envolvido na situação conflitante que envolve questões familiares. Portanto, ele assume um papel passivo e mais observador e analítico. 

As atividades prestadas por um mediador familiar ou não são cada vez mais buscadas, especialmente após a promulgação da reforma do Código de Processo Civil que ocorreu 2015. O texto legal destaca a importância do papel desse profissional nos tribunais, quando o litígio pode ser afastado.

Além disso, esse profissional não precisa atuar, necessariamente, perante um tribunal ou em ações que já foram apresentadas perante a justiça. Não raro partes em conflito buscam o mediador justamente para evitar que haja necessidade de judicialização da situação conflituosa.

Quem pode ser mediador familiar?

Embora muitos acreditem que apenas os bacharéis em direito e advogados possam se tornar mediadores, isso não é verdade. A profissão não é regulamentada com base em uma única forma de atuação.

É possível utilizar a mediação de um advogado. Contudo, também é possível buscar um psicólogo, educador ou assistente social, por exemplo, para cumprir esse papel. Isso depende necessariamente do tipo de conflito e de quais são as questões não resolvidas.

Para quem deseja se tornar um profissional dessa área e trabalhar como mediador familiar pode se especializar em diversas áreas como pedagogia, psicologia, direito, assistência social e terapeutas. Conforme já apontado, cabe às partes indicar um mediador e, dessa maneira, há liberdade quanto ao envolvimento de uma terceira pessoa para prestar auxílio na resolução do problema.

Por fim, existem alguns cursos de especialização dentro da área de mediação que podem ser realizador por quem tem interesse na área. Eles são menores que uma graduação e se valem de ensinamentos de como mediar um conflito, como se voltar às partes, qual a melhor forma de promover o diálogo e como analisar de forma crítica a situação, buscando a melhor resolução possível.